Uma  polenta doce  e cremosa feita com fubá crioulo se transforma, com poucos ingredientes, em um  bolo macio , úmido e muito fofinho! por  Joyce Galvão  - 09/09/2019 ESSA RECEITA  RENDE UM BOLO DE  1Kg  EM FÔRMA  REDONDA  DE 25x10CM .  SERVE 8 A 10 PESSOAS   O BOLO É TODO FEITO À MÃO, POR ISSO TENHA UM  BATEDOR  BEM POTENTE PARA AJUDAR! INGREDIENTES MASSA 1 ¼ xícara (chá) | 300mL leite integral ½ xícara (chá) | 110g manteiga sem sal (+10g para untar) 1 ½ xícara (chá) | 270g açúcar refinado 2 xícaras (chá) | 260g fubá moído em moinho d´ água  (+quanto baste para polvilhar a fôrma) ¼ colher (chá) | 1g sal refinado 5 unidades | ~90g gema de ovo 2 colheres (chá) | 10g fermento químico em pó 4unidades | 124g claras de ovo   Atenção ao fubá!  Ele que vai dar sabor e textura ao bolo! Eu utilizei um fubá moído em moinho d´agua, de milho  roxo  crioulo, do  Projeto Crioulo . Escolha  bem  o ingrediente principal do seu bolo! ANTES DE COLOCAR A POLENTA NO FOGO! Pré-aqueça o seu forno. Eu assei essa receita em um forno elétrico a  180 °C . Caso seu forno seja a gás, você precisará ajustar a temperatura para 160 °C. A temperatura mínima deve ser suficiente para quem usa gás de rua! Ah e coloquei a  grade no meio do forno  (o melhor lugar para assar a maioria dos bolos). Retire a manteiga da geladeira e corte o tablete em pequenos cubos. Se ela estiver muito gelada o leite vai ferver antes da manteiga, e a sua polenta corre o risco de ficar  gordurosa ! Separe e pese  os demais ingredientes. Se você estiver utilizando a medida em xícaras e colheres, leia  esse texto  antes! AH!  As medidas aqui são baseadas em xícaras de 240mL – medida padrão: 1 xícara = ~240mL | 1 colher (sopa) = ~15mL Ingredientes pesados? Unte a fôrma com manteiga, cerca de 1 colher de sopa (10g), e então polvilhe fubá suficiente para cobrir toda a fôrma. Vire-a de cabeça para baixo, dê algumas batidinhas, para retirar o  excesso,  e reserve. Tudo pronto? Ah, calma… Um som sempre vai bem para animar a cozinha. Clique  aqui  e veja uma seleção de músicas que preparei para você curtir esse momento. Agora, com tudo pronto, é hora de bater bolo!   COMO PREPARAR AH! ATENÇÃO!!!   *Quando abrimos a porta do forno, a temperatura lá dentro diminui drasticamente. Todo gás aquecido tende a subir e suas moléculas se expandem. Com o ar frio, a molécula tende a encolher, diminuindo a pressão das bolhas de gás carbônico fazendo o bolo murchar! Quando o cheirinho de bolo perfuma a casa a massa já está com uma estrutura mais rígida e não vai deixar o gás carbônico escapar. Por isso pode furar que seu bolo não vai murchar!!!   1. Faça uma polenta com o fubá. Em uma panela coloque o leite com metade do açúcar e a manteiga. Leve ao fogo médio até iniciar fervura. 2. Junte então o fubá aos poucos misturando com uma espátula firme. Após juntar todo o fubá desligue o fogo e reserve até esfriar. 3. Assim que a polenta estiver fria junte as gemas, homogeneizando com um  fouet  (ou na batedeira, se preferir). Reserve. 4. Faça um merengue francês.  Com o  fouet  bata as claras até ficarem fofas e brancas. Polvilhe o açúcar aos poucos e continue batendo até formar um merengue de pico mole. Se o braço não aguentar faça o processo na batedeira! 5. Junte o fermento na polenta e por fim as claras batidas, delicadamente. 6. Leve ao forno pré-aquecido por cerca de  20-25 minutos  ou até teste do palito, mas só quando o bolo perfumar toda a casa! *  
Safra de Milho Crioulo 2020/2021 A colheita, a secagem dos grãos e a comercialização da safra finda o primeiro ciclo do Projeto Crioulo. Em 2021, o ciclo se repetirá com novos plantio e colheita, mas sempre com muito aprendizado e ensinamentos que só a natureza e o conhecimento agrícola podem proporcionar.
Mudanças climáticas e quebra de safra A agricultura tem suas peculiaridades, como a dependência de condições idéias de tempo para bons resultados no cultivo. Na safra 2019/2020 tivemos uma quebra significativa devido ao volume de chuvas muito superior ao esperado e normal para o período, o que resultou na dificuldade do controle mecânico do mato, que se espalhou pela lavoura. A perda foi em torno de 50% da produção, mas nos serviu de escola e aprendizado, para elaborar novas estratégias de cultivo nos próximos anos.
Cultivar é resistir Na manhã do dia 7 de novembro 2019 teve o início da semeadura de 5 hectares de milho vermelho crioulo. A segunda fase do Projeto propõe acompanhar e compartilhar digitalmente seis meses do cultivo desse campo. Todas as sementes plantadas foram de milho vermelho, mas a genética tem seus caprichos e irão nascer tanto espigas vermelhas quanto amarelas. Detalhe: quando jovens, as espigas não são vermelhas. Todas têm a cor de milho amarelo. Só na fase de amadurecimento é que se saberá ao certo quais ficarão vermelhas e quais ficaram amarelas. Da experiência feita até agora a proporção tem sido de meio a meio. Mas as variações não param por aí. Na colheita, surgem milhos: vermelho com palha vermelha, vermelho com palha castanha, amarelo com palha vermelha e amarelo com palha castanha.
Safra de Milho Crioulo 2019/2020  Leia + A primeira safra comercial do Projeto Crioulo veio junto com uma inovação de comunicação, através do Instagram, os passos do plantio a colheita foram abertos para quem desejasse acompanhar. Inovação em rede Quando as primeiras ideias sobre o Projeto começaram a brotar, Lucas já tinha iniciado a multiplicação dos dois tipos de milho na Fazenda  Vista Alegre . Plantar sementes crioulas em maior escala exige resgate de conhecimentos agrícolas, criatividade e uma boa dose de coragem. Anna Guasti da  Casa Ataré Lab  se juntou à caminhada nesse ponto. Foi tomada a decisão de mostrar os tempos do ciclo agrícola pelo Instagram, decidimos contar em tempo real como são longos e arriscados os processos de cultivo, assim a comunicação do Projeto começou meses antes de ter produtos disponíveis para comercialização. O primeiro lote mais vigoroso da colheita, colhido neste ano, foi transformado em fubá vermelho e dedicado a experiências. A ideia foi oferecer pequenos lotes de amostras de fubá de milho crioulo vermelho para chefs, jornalistas e pesquisadores que já trabalhavam sob os seguintes critérios:Biodiversidade / Resgate das tradições culinárias / Produtos orgânicos.Aceitaram o convite para participar do Projeto Crioulo: Arthur Rodrigues e Bia Carvalho (Educadores – Mato no Prato/SP), Artur Schuler (Cervejeiro/BH), Bel Coelho (Chef – Clandestino Restaurante/SP), Carol Dini (Blogueira – Cebola na Manteiga/BH), Ieda Matos (Chef – Casa de Ieda/SP), Joyce Galvão (Mestre Confeiteira e escritora/SP), Juliana Paz (Nutricionista Ayurveda/BH), Luiz Mayrink (Chef – Bitaca da Leste/BH), Matheus Zanella (Chef – Mesa pra Doze/Brasília), Marília Balzani (Chef – Café Magri/BH), Nadiella Monteiro (Escritora e fotografa – Curadoria da Terra/BH), Rachel Bonino (Jornalista e padeira – Sacola Brasileira/SP), Tiago Saraiva (Mestre padeiro e jornalista – Santiago Padaria Artesanal/SP), Thiago Cerqueira (Chef/SP) e Wlisses Reis (Chef/SP).Sob coordenação de Anna Guasti e Lucas Sousa.
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